'Os fortes que perdoam' diz Daniel Alves sobre ato racista de torcedor

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Edição do dia 04/05/2014
04/05/2014 21h38 - Atualizado em 04/05/2014 21h38

'Os fortes que perdoam' diz Daniel Alves sobre ato racista de torcedor

Na noite deste sábado (4), o jogador brasileiro revelou, com exclusividade, que não acredita que o torcedor mereça uma punição severa. Artistas brasileiros também opinaram sobre a campanha “somostodosmacacos”.

O repórter Marcos Uchoa estava em Paris, pegou um voo para Barcelona e conversou com Daniel Alves na noite deste sábado (4), sobre a polêmica da banana.
Marcos Uchoa: Daniel, acho que você não podia imaginar que aquele teu gesto pudesse ter a repercussão que teve, né? Hoje, no jornal, a Serena Willians, grande tenista americana, comentando que se necessita muita coragem para fazer o que o Daniel Alves fez. Você imaginava que a repercussão fosse mundial?
Daniel Alves: Quando eu cobrei, caiu aqui na minha frente e o meu gesto foi pegar e comer. Mas sem pensar no que aquele gesto ia causar. Tentando dar uma resposta inteligente a um ataque e acabou tendo essa repercussão toda.
A campanha contra o racismo começou logo depois do jogo, quando Neymar publicou na internet uma foto com uma banana. E embaixo dela a hashtag: #somostodosmacacos.
Uma hashtag é mais do que um rótulo de uma foto. É um comando. É um movimento que quer começar.
#somostodosmacacos se espalhou. No boca a boca. Como um vírus. Viralizou. Em poucas horas, milhares de pessoas, tinham sido contaminadas. 
“Todo mundo entrou nesta onda porque gente, somos todos macacos, por favor. E não me venha com ‘chorumelas’”, diz a atriz Luana Piovani.
“Sobre o racismo, a premissa de que somos iguais. E somos mesmo, independente da cor da pele, é uma máxima que não dá para se discutir”, afirma o apresentador Luciano Huck.
“Somostodosmacacos” tinha mesmo tudo para ser um fenômeno, segundo Jonah Berger, que escreveu um livro sobre como as coisas se espalham pela internet. “As pessoas compartilham quando a ideia faz bem para a imagem delas. A coisa legal da campanha #somostodosmacacos é que é algo em que todo mundo acredita”, analisa Jonah Berger.
Na televisão, a causa da banana ganhou espaço. E só depois se descobriu que havia algo por trás.
Antes mesmo de Daniel Alves comer a banana, uma agência de propaganda já tinha criado a frase "somostodosmacacos" a pedido de Neymar. 
“Quando aconteceu com ele no campo do Espanhol a gente conversou em fazer uma campanha para ir contra o racismo. Mas a gente não esperava que essa situação fosse acontecer outra vez. Que fossem no estádio com uma banana para jogar em alguém”, conta Daniel Alves.
“Todo mundo comprou a briga. E não deixa de ser uma campanha positiva porque a gente não aguenta mais essa história de preconceito. Então poderia ser uma coisa só muito legal”, diz a atriz Luana Piovanni.
“Se eles tiveram ou não ajuda para esta reação, a mim não incomoda nem um pouco. A gente vê o mundo inteiro discutindo isso. Jogadores do mundo todo. Pessoas do mundo inteiro falando sobre isso”, afirma Fátima Bernardes.
“Eu acho que hoje o acesso à internet está muito, muito grande. Qualquer coisa que se publique na internet, gera uma especulação, gera um debate. Porque não utilizar para fazer algo diferente e criar uma conscientização de que somos todos humanos, somos todos iguais e que vivemos no século XIX e isso não teria mais que existir”, afirma o jogador Daniel Alves.
Não é a primeira vez que uma ação de internet aparentemente espontânea foi planejada. E nem vai ser última. No ano passado, muita gente se engajou no #vemseanpenn.
A campanha era para promover o encontro do ator do filme Colegas, Ariel Gondemberg, com o ídolo, o americano Sean Penn.
Repórter: Era um sonho antigo conhecer ele?
Ariel Gondemberg, ator: Era. Era sim porque além de ser ator sou muito fã dele, entendeu. Eu gosto muito dos trabalhos dele.
Mas agora o diretor Marcelo Galvão admite que a campanha servia também para promover o filme.
“Essa ideia ela veio de uma ideia publicitária e a gente nunca deixou isso aparecer porque o mais importante era o sonho mesmo, porque o sonho era verdadeiro”, diz o diretor Marcelo Galvão.

É difícil não ser simpático à causa de Ariel ou discordar do discurso antirracismo da campanha “somos todos macacos”, mas a regra é sempre ficar atento às origens de um hashtag.
“Desconfie das coisas que você vê na internet porque muito o que está ali é planejado, é uma mensagem que tem por interesse ser persuasiva com relação ao cidadão, ao eleitor”, afirma Ronaldo Lemos, diretor do Instituto de Tecnologia e Sociedade.
Enquanto isso, a campanha “somostodosmacacos” segue gerando debates acalorados.
“Hoje, no mundo, acontece uma catástrofe, todo mundo se sensibiliza e tal. Mas depois, acabou. Então, eu não gostaria que isso acontecesse. Porque é algo sério”, diz Daniel Alves
Agora, até os amigos e parentes do rapaz que jogou a banana no campo protestam na Espanha. O caso sacudiu a pequena e pacata cidade de Villareal.
"Foi uma coisa errada, mas não houve intenção", diz um rapaz.
"Para nós, como estrangeiros, ficou parecendo que os espanhóis não nos querem. Foi um gesto feio", diz um estrangeiro.
"Para mim, foi um ato de racismo", acredita uma mulher.
Mas quem é esse rapaz? David Campayo, de 26 anos, trabalha em uma empresa de porcelana da cidade.
No Centro de Treinamento do Villareal, o rapaz que jogou a banana no campo trabalhava de forma voluntária. Ele ajudava a treinar jovens das categorias de base. O clube quer desvincular sua imagem do gesto de racismo e, por isso, uma das medidas que tomou foi dispensar os serviços do rapaz.
David também perdeu a carteira de sócio e foi proibido de entrar no estádio El Madrigal, onde o Villareal joga.
Um dia depois do jogo, David foi detido e levado para uma delegacia. Prestou depoimento e foi liberado. Ele pode pegar até três anos de cadeia por injúria racial.
“Tem que haver uma punição. Mas eu não acredito que tenha que pagar o mal com o mal. A gente tem que educar. Você não pode combater assim. Banindo do futebol, tirando o emprego. Porque de repente é um pai de família e tem que sustentar a família de alguma forma. São os fortes que perdoam”, afirma Daniel Alves.Fonte Fantastico

Polícia começa a colher depoimentos sobre morte de torcedor no Recife

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03/05/2014 17h47 - Atualizado em 03/05/2014 19h23

Polícia começa a colher depoimentos sobre morte de torcedor no Recife

Paulo Ricardo Silva foi atingido por vaso sanitário quando saía de estádio.
Um menor que postou mensagens em rede social prestou depoimento,

Do G1 PE
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A Polícia de Pernambuco iniciou, neste sábado (3), as investigações sobre a morte do torcedor do Sport Paulo Ricardo Silva, de 26 anos, morto após ser atingido por um vaso sanitário arremessado do Estádio do Arruda, na Zona Norte do Recife, durante a madrugada. Imagens gravadas na área externa do estádio após o jogo entre Paraná e Santa Cruz, pela Série B do Brasileirão [veja vídeo acima], mostram o momento exato em que o objeto foi lançado.
Peritos do Departamento da Polícia Cível vistoriam o local onde um torcedor morreu de forma trágica logo após o jogo entre Santa Cruz e Paraná, pela Série B do Campeonato Brasileiro, no estádio do Arruda, no Recife (PE). (Foto: Carlos Ezequiel/Estadão Conteúdo)Peritos vistoriam o local onde o torcedor morreu.
(Foto: Carlos Ezequiel/Estadão Conteúdo)
Após o acidente, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) decidiu suspender preventivamente a realização de jogos no Arruda. De acordo com nota publicada no site da entidade, o estádio ficará fechado até análise do STJD. O presidente do Santa Cruz, Antônio Luiz Neto, afirmou que a segurança durante o jogo havia sido feita com toda prudência e que o clube também seria vítima do ocorrido.
O primeiro a ser ouvido pela polícia foi um menor de idade que postou mensagens em uma rede social comemorando a morte do torcedor. Ele, que faria parte de uma torcida organizada do Santa Cruz, prestou depoimento no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e foi liberado em seguida.
Torcedor morreu após jogo entre Santa Cruz e Paraná (Foto: Thiago Augustto / Globoesporte.com)Torcedor morreu após jogo entre Santa Cruz e Paraná
(Foto: Thiago Augustto / Globoesporte.com)
Feridos
Outros três torcedores ficaram feridos devido à queda dos vasos sanitários.  Um jovem de 21 anos segue internado no Hospital Getúlio Vargas (HGV), no Recife. O estado de saúde é considerado estável, e ele vai passar por cirurgia na perna, pois fraturou a tíbia. A segunda vítima já recebeu alta e está em casa. Não há informações sobre o estado de saúde do terceiro ferido.
Investigações
Nas imagens das câmeras de segurança é possível ver dois vasos sanitários caindo sobre alguns torcedores. O secretário de Defesa Social do estado, Alessandro Carvalho, informou que a investigação está em estágio inicial e não isentou o Santa Cruz Futebol Clube de responsabilidade. As imagens gravadas também registram confusão nos arredores do estádio antes da morte do torcedor.
Paulo Ricardo, de 26 anos, trabalhava como soldador e era integrante de uma torcida uniformizada do Sport Club do Recife. Ele teria ido à partida tirar fotos da uniformizada do Paraná, uma prática comum entre torcidas aliadas em diferentes estados. Quando o torcedor saía do estádio, foi atingido pelos objetos arremessados de uma altura de 24 metros, de acordo com o Instituto de Criminalística (IC).

O corpo de Paulo Ricardo foi liberado do Instituto de Medicina Legal (IML) no fim da tarde deste sábado. O enterro acontece durante a tarde deste domingo (4), no Cemitério de Santo Amaro, Centro do Recife.

Casos antigos
As depredações nos banheiros nos estádios de Pernambuco têm sido uma prática constante dos vândalos. Em março deste ano, membros de uma uniformizada do Santa Cruz quebraram banheiros da Ilha do Retiro após um clássico entre Sport e Santa. Na ocasião, a direção rubro-negra cobrou da  Federação Pernambucana de Futebol (FPF) os custos da depredação.

Peritos do Departamento da Polícia Cível vistoriam o local onde um torcedor morreu de forma trágica logo após o jogo entre Santa Cruz e Paraná, pela Série B do Campeonato Brasileiro, no estádio do Arruda, no Recife (PE), (Foto: Carlos Ezequiel/Estadão Conteúdo)Peritos marcam evidências no caso da morte do torcedor. (Foto: Carlos Ezequiel/Estadão Conteúdo) Fonte G1


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 - Atualizado em 

Anderson Silva tem alta do hospital e vai                              

                                                                      para casa em Los Angeles, EUA

Internado desde a madrugada de sábado após quebrar a perna no UFC 168 contra Chris Weidman, brasileiro vai para a casa dois dias após cirurgia
Por Rio de Janeiro
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Anderson Silva recebeu alta nesta terça-feira, dois dias depois de passar por uma cirurgia no University Medical Center Hospital, em Las Vegas (EUA), para reparar a fratura sofrida na perna durante o UFC 168, na luta contra Chris Weidman. A informação é do SporTV. O brasileiro saiu pela porta dos fundos do hospital em um ônibus especial em direção à sua casa em Los Angeles, também nos Estados Unidos.
Anderson Silva lesão UFC Las Vegas (Foto: Reuters)Anderson Silva tem alta do hospital após dois dias internados depois de quebrar a perna no UFC 168 (Foto: Reuters)
O brasileiro precisou passar por uma cirurgia para implantar uma haste no osso da tíbia, que foi considerada um sucesso pela equipe médica que operou o ex-campeão. O lutador se machucou no segundo round da luta contra o americano quando tentava recuperar o cinturão da divisão até 84kg, perdido em julho, no UFC 162.
No domingo, o UFC emitiu um comunicado oficial a respeito da cirurgia a que se submeteu Anderson Silva. Leia abaixo na íntegra:
“Depois da luta principal do UFC 168, o ex-campeão Anderson Silva foi levado a um hospital de Las Vegas, onde passou por cirurgia para reparar a perna esquerda que estava quebrada. A cirurgia foi um sucesso e foi realizada pelo Dr. Steve Sanders, cirurgião ortopédico do UFC, que inseriu uma haste intramedular na tíbia esquerda. A fíbula quebrada foi estabilizada e não vai precisar de uma cirurgia à parte. Anderson vai continuar no hospital por um período curto, mas não passará por nova cirurgia. O tempo de recuperação para esse tipo de lesão pode variar de três a seis meses. Anderson está profundamente tocado pelas manifestações de apoio de seus fãs e de toda a comunidade do MMA. Não houve decisão imediata sobre o seu futuro e ele gentilmente pede privacidade neste momento, enquanto lida com a sua lesão e se prepara para voltar para casa para se recuperar”.
Entenda como foi a lesão de Anderson Silva:
Info FRATURA E CIRURGIA de Anderson Silva - 2 (Foto: Infoesporte)Info FRATURA E CIRURGIA de Anderson Silva - 2 (Foto: Infoesporte)Fonte g1


16/12/2013 14h34 - Atualizado em 16/12/2013 18h56                                                                                               
 Maranhão tem o pior acesso à Justiça e               
DF, o melhor, aponta estudo

Dados regionais fazem parte do Índice Nacional de Acesso à Justiça (Inaj).
Indicador foi criado pelo Ministério da Justiça em parceria com instituições.

Mariana OliveiraDo G1, em Brasília
259 comentários
A população do Maranhão tem o pior acesso à Justiça no país e a do Distrito Federal (DF), o melhor, apontou o Índice Nacional de Acesso à Justiça (Inaj), disponível no portal do Atlas do Acesso à Justiça, lançado nesta segunda-feira (16). 
O estudo foi elaborado pelo Ministério da Justiça em parceria com universidades, instituições públicas e entidades. Um banco de dados administrado pelo Executivo federal consolida em uma mesma ferramenta informações como número de profissionais e de unidades da Justiça – entre as quais Defensoria Pública, Ministério Público, Procons e instâncias do Judiciário – para quantificar o grau de dificuldade que a população enfrenta ao tentar usar serviços públicos judiciais.
O portal do Atlas do Acesso à Justiça também traz informações sobre os serviços extrajudiciais, como cartórios, delegacias e Procons, e utiliza dados sobre o total da população e o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de cada localidade.
ÍNDICE DE ACESSO À JUSTIÇA *
Distrito Federal
0,41
Rio de Janeiro
0,31
São Paulo
0,25
Rio Grande do Sul
0,24
Santa Catarina
0,20
Mato Grosso do Sul
0,19
Paraná
0,19
Minas Gerais
0,19
Tocantins
0,18
Goiás
0,17
Mato Grosso
0,17
Espírito Santo
0,17
Acre
0,15
Amapá
0,15
Rondônia
0,13
Paraíba
0,12
Roraima
0,12
Rio Grande do Norte
0,12
Piauí
0,11
Sergipe
0,11
Pernambuco
0,10
Bahia
0,09
Alagoas
0,09
Ceará
0,09
Amazonas
0,08
Pará
0,07
Maranhão
0,06
Brasil (média de todas as unidades da federação)
0,16
(*) Ranking elaborado considerando-se equipamentos judiciais e extrajudiciais
Fonte: Ministério da Justiça
Na versão que considera equipamentos judiciais e extrajudiciais, o Maranhão tem o pior índice entre as 27 unidades da federação. O estado da Região Nordeste somou apenas 0,06. Na sequência, aparece o Pará, com 0,07, e Amazonas, com 0,08.
O melhor índice de acesso à Justiça está no Distrito Federal, com 0,41. A capital federal é seguida nas primeiras posições do ranking por Rio de Janeiro (0,31) e São Paulo (0,25). Na média nacional, o Brasil registra índice de 0,16 – 12 unidades da federação têm indicadores superiores à média nacional.
O governo afirma que o indicador é uma "proposta inicial" que ainda será melhorada com a ajuda da "comunidade científica" e dos órgãos do Sistema de Justiça. A partir do ano que vem, serão realizados debates para melhoria das fórmulas que compõem os indicadores.
Desigualdade
Segundo o secretário de Reforma do Judiciário, Flávio Caetano, responsável por apresentar o portal em evento na tarde desta segunda-feira no Ministério da Justiça, o governo federal tem o papel de ajudar no acesso aos serviços de Justiça.
O secretário avaliou que os dados do indicador mostram que há desigualdade em relação ao atendimento no Norte e Nordeste em comparação com o Sudeste e Centro-Oeste.
"Ainda temos muita dificuldade de que direitos sejam garantidos pela Justiça. O sistema está congestionado, com mais de 90 milhões de processos. E, por incrível que pareça, ainda falta acesso à Justiça porque não temos uma rede nacional de atendimento ao nosso país", disse Flávio Caetano.
O secretário disse que, a partir de 2014, será ampliada a base de informações de locais de atendimento e passará a apresentar também as faculdades de direito.
Ao final do evento, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, destacou que o portal ajuda a consolidar os direitos previstos na Constituição.
"Efetivamente, nós temos um instrumental que permitirá a juizes, membros do Ministério Público e operadores do direito, participar mais ativamente dessa construção. É nossa missão fazer com que a Constituição de 1988, o estado de direito, saia do mundo das normas e entre no mundo dos fatos", afirmou Cardozo.
Critérios
Segundo o coordenador-geral de Modernização da Administração da Justiça do ministério, Washington Leonardo Guanaes Bonini, não há uma escala para o indicador (de 0 a 1, por exemplo). Todas as informações que compõem o índice são consideradas e aplicadas em fórmulas, que geram um número para cada unidade da federação.
Com isso, segundo Bononi, é possível verificar quem está melhor e quem está pior e obter uma média nacional. Mas não se sabe qual seria o nível ideal para cada unidade da federação ou para todo o país.
A expectativa, segundo Bonini, é que haja um parâmetro para as próximas edições do indicador. O modelo final do Inaj será discutido a partir do ano que vem. O índice deverá ser divulgado anualmente.
"Temos dados sobre operadores do direito e unidades de atendimento. Mas isso não diz tudo. Queremos analisar o serviços e as formas de prestação do serviço. Se há ou não atendimento telefônico, por exemplo", explicou o coordenador.
Conforme Bonini, o Distrito Federal, unidade da federação com melhor desempenho, traz uma "distorção" ao índice porque concentra os órgãos de poder da Justiça. "É natural que haja mais equipamentos, mais advogados", citou.
'Mapa da Justiça'
Além dos dados sobre acesso aos serviços judiciais, o atlas divulgado nesta segunda pelo governo federal traz ainda o "Mapa da Justiça". A ferramenta virtual indica quais serviços na área da Justiça estão à disposição em todas as regiões do Brasil e mostra também endereços, telefone e sites para auxiliar os cidadãos.
O portal mostra, por exemplo, o número de magistrados, defensores públicos, promotores, procuradores e advogados do país. A ferramenta revela ainda o número regionalizado desses profissionais a cada 100 mil habitantes, assim como a estrutura desses órgãos em todas as unidades da federação.
Outro serviço disponibilizado pelo Atlas é a seção "ABC dos seus Direitos", que explica como funciona a Justiça, apresenta os direitos dos cidadãos – considerando todas as leis e códigos – e traz um glossário de termos jurídicos.
O portal Atlas do Acesso à Justiça foi produzido pelo Ministério da Justiça em parceria, entre outros, com a Universidade de Brasília (UnB), o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). De acordo com o governo federal, "trata-se do maior banco de dados sobre a Justiça do Brasil".
Conforme o governo, o material mostra que não somente os tribunais, mas também outros equipamentos, como cartórios e delegacias, são essenciais para a melhoria do serviço prestado ao cidadão.
"A justiça se realiza não apenas nos tribunais, mas com o apoio de inúmeras instituições essenciais à Justiça – Ministério Público, Defensoria Pública e Advocacia –  e iniciativas extrajudiciais, como núcleos de Justiça Comunitária, delegacias de polícia, Procons, cartórios, entre outros", destacaram os organizadores do Atlas na justificativa do projeto.Fonte g1

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